sábado, 16 de outubro de 2010

O início de tudo....

Olá! Em primeiro lugar gostaria de explicar a todos o que me motivou a fazer esse blog. Sempre fui apaixonada por animais e me apego demais a eles. Atualmente tenho 5 cães e 4 gatos. E essa semana aconteceu algo.... A Sophie é uma gata preta com rajadas amarelas que peguei ainda filhote da rua. Ela cresceu e hoje é uma gata enorme e muito esperta. Vem correndo quando a chamamos pelo nome. Possuo um apego especial por ela. Amo todos os meus bichinhos, mas não nego que com a Sophie tenho uma ligação especial. Crio meus gatos dentro de casa, pois não quero correr o risco de perde-los atropelados ou envenenados. Só que no feriado de 12 de outubro cheguei em casa à noite. Lembro que vi a Sophie no corredor. Tomei um banho, bebi algo quente e fui me deitar. Desde que sai do banho não vi mais a Sophie. Eu já estava deitada quando minha mãe começou a chamar pela Sophie e ela não atendeu. Estranhamos, mas fomos dormir pensando que ela devia estar escondida em algum canto. Na quarta de manhã, dia 13, ela ainda não havia aparecido. E eu passei o dia chorando. Lembrava do Jhonny, que também não saia de casa e no dia saiu não voltou mais. Normalmente quando gatos criados dentro de casa saem para rua, não voltam mais. Sai de manhã cedo para procura-la, sem sucesso. Peguei o ônibus mais tarde nesse dia, chorei até dentro do ônibus. Assim que cheguei no serviço liguei para casa para saber se ela já havia aparecido. Ao ouvir a resposta negativa da minha mãe fui correndo para o banheiro chorar, e chorei muito. Não conseguia acreditar que aquilo estava acontecendo. À tarde voltei para casa, chorando o tempo todo. Passavam várias coisas pela minha cabeça. Me perguntava porquê aquilo havia acontecido com ela. Achava injusto e me revoltava. Tive algumas idéias a princípio malucas, como criar uma fundação de amparo às mães que perderam seus filhos. Hoje entendo o que é a dor da perda de alguém amado. Não importa se foi por violência, doença ou acidente, a perda de um filho é a mesma, é como se faltasse um pedaço de nós. Pensei também em me engajar mais na causa animal, adotar outro gatinho da rua ou fazer um blog contando as minhas experiências, meus pensamentos e desabafos, contar as descobertas cada vez mais maravilhosas sobre o mundo animal e servir também como um meio de denúncia para os casos de abuso ou maus-tratos contra esses seres maravilhosos. Felizmente a minha Sophie voltou para casa na quinta pela manhã. Acordei ouvindo seu miado e ao abrir a porta ela entrou correndo e foi direto para os pratinhos comer. Eu novamente chorei, mas dessa vez foi de emoção. Não me continha em mim de felicidade por ter a minha bichinha ali de volta. Redobrei os cuidados, agora ela não chega nem perto mais da porta e está sempre sob os olhos de alguém. Faço esse blog com o nome do Jhonny que foi um gatinho que também adotei da rua à alguns anos atrás mas que minha irresponsabilidade tirou de perto de mim. Lembro dele com muito carinho e sei que ele me olha lá de cima.

Um comentário:

  1. Me emocionei come essa história, ainda bem que ela voltou, também sei como é perder um bichinho amado, eu tinha uma gatinha malhada, dei o nome de ferinha a ela, pq ela era muito brincalhona e sempre me deixava toda arranhada, meu pai achou ela no meio da rua, qndo voltava do serviço, ela ficou uns 4 meses comigo, mas tempo suficiente pra amar ela demais. Um dia fomos viajar, e claro levamos ela junto, mas numa infeliz parada para descanso, retiramos ela do carro afim de que ela fizesse suas necessidades, então, por descuido em minutos ela já não estava mais ali, procuramos por todo o lugar, perguntamos para as pessoas dali, e ninguém havia visto ela, me senti muito mal, muito culpada, e muito, triste, chorei muito nesse dia. Na volta passamos no mesmo lugar para procurar e nada... na outra vez, um ano depois, passei la de novo, mas nenhuma noticia de uma gatinha malhada acinzentada... Eu lembro muito dela, assim como tu pensa no Jhonny, e agora então, senti mais saudade ainda...
    Há alguns meses adotei um gatinho branco, meu irmão deu a ele o nome de duff,inspirado no nome do baixista da formação antiga dos guns. Eu amo muuuito ele, e todos aqui aprenderam a amar ele tmbm, já faz parte da família, ele fica só dentro de casa, eu fico com pena disso, pq ele adora correr na grama, caçar bichinhos, mas como tu, tmbm tenho medo q ele fuja, saia pra rua, ou deus sabe lá o q mais... As vezes desço com ele na coleira, acho ''O'' cumulo, realmente, gato de coleira, mas é o único jeito de fazer ele se sentir bem, pelo menos um pouco, e ao mesmo tempo seguro.
    Beijos, Lu!!

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