sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Prefeitura de Balneário pinhal investe R$ 20 mil em abrigo para cães abandonados

Diretor de Vigilância Ambiental de Balneário Pinhal, Sílvio Mendes afaga um cãozinha cuja mãe morreu atropelada (Foto: Ricardo Duarte / Agencia RBS)

Tem bicho triste no Litoral — e veranista exposto à doença. O resultado dessa soma é um espaço de 75 metros quadrados que abriga 38 cães recolhidos em Balneário Pinhal.

Você, que trata seu cão feito filho, certamente vai estranhar: um batalhão de veranistas, ávido por se desfazer do animal, prefere deixar o cachorro na praia ao final da temporada. Não pense que só vira-latas vagam pela orla: tem de poodle a pitbull.

O problema assola boa parte dos balneários, mas em Pinhal a situação é crítica. Proprietária de uma lancheria em frente à guarita 209, em Magistério, Maria Doroti da Silveira conta que a reprodução dos cães abandonados — que cruzam entre si —transforma a praia em um mar de cachorro no meio do ano. Muitos “pingando sarna”, segundo ela:

— Não vou na areia. Muito menos de pé descalço. Imagina, eu com essa idade, pegar sarna ou coisa parecida.



Para amenizar o problema, a prefeitura de Balneário Pinhal investiu R$ 20 mil em um Centro de Controle de Zoonoses. Os cães chegam ao local em uma carrocinha equipada com pesticidas que, desde o dia 1°, faz varreduras diárias na faixa de areia.

No abrigo, 10 compartimentos — com capacidade para seis ocupantes em cada um — dividem os animais. Eles passam por um período de tratamento e, depois de curados, estão disponíveis para adoção. Para garantir a higiene e alimentar os inquilinos com 50 quilos de ração por dia, um funcionário é pago para isso.

O vice-prefeito e secretário de Saúde do município, Luiz Antonio Palharin, não tem uma estatística precisa, mas calcula que mais de 300 cães errantes circulam entre Pinhal e Magistério. Uma abordagem a veículos realizada no começo do veraneio revelou uma triste realidade:

— A cada dez carros abordados, sete tinham cães. Desses, no mínimo um é extraviado — lamenta Palharin.

Tomado de compaixão, Silvio Mendes, diretor de Vigilância Ambiental de Balneário Pinhal, sabe que é melhor não se apegar, mas acaba enchendo os animais de apelidos.

Um pastor belga foi batizado de Sadam — devido à personalidade imponente — enquanto uma delicada pitbull ganhou o nome de Smurfete. A triste previsão é que a dupla receberá mais companheiros até o fim do verão.

— As crianças olham um filhote e querem de qualquer jeito. Convencem os pais. Mas esquecem que eles crescem, eles latem, eles querem brincar, eles incomodam. Quando março chegar, se as pessoas não se sensibilizarem, o problema vai crescer de novo — conta Mendes.

Fonte: Zero Hora

Espero que o município de Porto Alegre que já conta com uma secretaria específica para cuidar dos direitos dos animais siga o exemplo, ao invés de ignorar animais necessitados nas ruas sob a alegação de que não recolhe porque não quer incentivar o abandono. Então para não incentivar o abandono, vamos deixar os que já estão nas ruas morrerem de fome?

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