terça-feira, 15 de maio de 2012

Como ajudar as crianças a superar a perda de um animal


Muitas crianças estão acostumadas a conviver com animais dentro de casa desde bem pequenas. Com o tempo, os animais se tornam seus melhores amigos. Mas, muitas vezes, os animais ficam doentes e morrem antes que elas estejam preparadas para enfrentar a perda.
Nestas horas, os especialistas afirmam que o ideal é dizer sempre a verdade. “É uma experiência muito ruim para todos, pois os animais vêm e vão embora antes da gente. Mas, independentemente da idade, orientamos sempre os adultos a dizerem que ele morreu. Isto é, falar 100%  verdade”, afirma Jorge Huberman, pediatra e neonatologista do Hospital Albert Einstein e do Instituto Saúde Plena. “Se ele morre e você diz que foi embora ou foi dormir, a criança vai se sentir até traída, porque um dia ela vai descobrir a verdade”, complementa o médico.

Ele recomenda que a notícia seja dada num lugar  com o qual a criança esteja habituada e se sinta muito bem, como no quarto dela, por exemplo. A psicóloga do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos Marina Arnoni Balieiro acredita que os pais têm de dar a notícia de uma maneira que os filhos compreendam, mas sem chocá-los para que eles não pensem que isto vai acontecer com todo o mundo.
“As crianças percebem tudo muito rápido, então não dá para dizer que o animal desapareceu, que foi passear e não volta mais. Tem de contar que ele morreu e não vai voltar. E também não dá para falar que ele foi para o céu, porque a criança também vai querer ir para lá”, afirma a especialista.
Marina ressalta ainda que é importante a criança ter espaço para falar que está triste porque o animal morreu. “Ter este diálogo aberto com os pequenos é fundamental. Você não pode desvalorizar os sentimentos deles porque eles são crianças. Os pais precisam valorizar o que os filhos sentem e o que querem.”
A psicóloga recomenda a leitura de livros específicos para o luto, pelo qual a criança poderá identificar-se com o acontecido. “É legal a criança entender a morte por meio de histórias e contos mesmo sem o animal ter morrido. Saber que vai ter de lidar com isso funciona como preparação para quando acontecer de verdade.”

DICAS:

1. O ideal é contar aos poucos e de um jeito brando que o animal morreu.
2. Se o bicho estiver doente, leve seu filho para visitá-lo. Isso vai prepará-lo para a possível fatalidade.
3. Compartilhe seus sentimentos e sua história. Conte para ele que quando você era pequeno também perdeu um bichinho que amava.  Fale também o que fez para ficar melhor.
4. Você pode fazer algum tipo de ritual com a criança. Pegue uma caixinha e coloque as coisas do animal. Deixe seu filho guardar as lembranças com ele. Ou guarde-as no quintal.
5. Não se apresse para comprar ou adotar um outro animal. Espere a criança pedir isso.
6. O livro “O Dia Em Que o Passarinho Não Cantou” (Editora Livro Pleno) é uma boa opção de leitura para os pequenos que estejam sofrendo com a perda de um animal.

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