sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Gabeira fala sobre o uso de animais em pesquisas


Engajado na defesa do Meio Ambiente e na luta pela proteção aos animais, o ex-deputado federal, escritor e jornalista Fernando Gabeira falou no III Fórum de Debates sobre Políticas de Proteção aos Animais. Nos 16 anos em que ocupou uma das cadeiras na Câmara dos Deputados, Gabeira percebeu uma forte resistência na luta por estes direitos. O prefeito José Fortunati foi colega do ambientalista em Brasília e o retrata como revolucionário sempre dedicado à causa pública.
Segundo Gabeira, existe, sim, preconceito e o argumento usado é atribuído ao antropocentrismo, o qual favorece mais a condição dos homens do que dos animais: “Esta é a base da dificuldade que existe hoje para colocar o tema na agenda ou realizar regulamentações com relação a experimentos”. Para o ambientalista, é preciso avançar em políticas públicas para garantir Direitos aos animais, bem como na criação de políticas de proteção no âmbito nacional.
O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Alexandre Postal, e o deputado Paulo Odone entregaram cópia do Projeto de Lei que proíbe a atividade de cães de guarda no Rio Grande do Sul. A intenção é que a proposta seja copiada pelos demais estados para extinguir um mercado que traz sofrimento aos animais.

Uso de animais em experimentações científicas

Ao abordar a utilização de animais em experimentações científicas, Fernando Gabeira manifestou sua contrariedade a toda e qualquer prática que cause sofrimento físico ou psicológico, relacionadas à produção de cosméticos, perfumes, produtos para higiene pessoal, limpeza doméstica, lavagem de roupas, suprimentos de escritório, protetores solares e vitaminas e suplementos.

Em um momento de reflexão, ele se posicionou quanto às pesquisas que causam dor nos animais. Na opinião dele, “hoje existe uma suposição generalizada de que as experiências científicas podem ser benéficas para a humanidade. Porém, não revelam que uma entre dez pesquisas pode ajudar a salvar a vida humana”. Segundo ele, é necessária a regulamentação dessas pesquisas no Brasil, bem como a criação de uma Comissão Técnica na Câmara Federal para avaliar todas as experiências e comprovar se elas podem ou não ser realizadas.

Gabeira apontou uma sugestão: “Com o avanço da genética e da informática, futuramente, essas ferramentas poderão substituir a utilização dos testes em animais. A boa notícia é que estamos seguindo um potente caminho na conscientização dos consumidores. Existem muitos produtos no mercado que não passaram por testes em animais e tenho certeza que se as pessoas tivessem consciência disso, não utilizariam o produto testado”.

Ele falou ainda sobre as péssimas condições em que são expostos animais que vão para o abate. São submetidos a tratamentos crueis, a exemplo da galinha que vive em um espaço muito limitado, em condições inadequadas e superexpostas à luz para aumentar a produção de ovos. “Os governos e gestores públicos deveriam prestar mais atenção nestes casos”, disse.

Para o ambientalista, estar em Porto Alegre discutindo o tema “animais” mostra a evolução de uma sociedade: “Uma civilização se mede por vários parâmetros, pelo seu  nível de avanço, inclusive, pela forma como os animais são tratados e, nesta cidade, todos estão de parabéns”.

Fonte: Informativo SEDA de 07/12/12

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