sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

O perigo de automedicar animais


A facilidade em adquirir medicamento sem prescrição médica coloca o Brasil entre os cinco maiores consumidores do mundo. Segundo a Associação Brasileira de Indústrias Farmacêuticas (Abifarma), cerca de 20 mil pessoas morrem por ano com a automedicação devido a esta prática.

A ingestão de medicamentos sem orientação médica, além de dificultar o diagnóstico, pode levar a um agravamento do quadro e induzir escolhas inadequadas de tratamento, além de ser a principal causa de intoxicações no país, à frente de produtos de limpeza, agrotóxicos e alimentos estragados. De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), 18% das mortes por envenenamento deve-se à automedicação e 23% dos casos de intoxicação infantil, à ingestão acidental de medicamentos.
Se as pessoas fazem isso com elas mesmas, imagine quem tem animal de estimação. Este hábito também coloca o Brasil em primeiro lugar no ranking mundial. Para o veterinário Thiago Henrique Pinheiro, “a diferença entre o remédio e o veneno é somente em relação à dose, pois, dependendo da quantidade de medicamento de uso humano dada ao animal, pode levar à morte."
 
Pinheiro explica que na Medicina Veterinária é comum a utilização de remédios de uso humano para determinados casos, porém, essa prescrição deve ser feita somente por um profissional, que tem condições de avaliar o melhor tratamento, informando a dose adequada, a maneira correta de tomar e o período necessário. "O estômago do cão, por exemplo, é desprovido de proteção e, se não houver cuidado em relação aos medicamentos, as consequências podem ser vômitos, fezes com sangue, perda de apetite e até casos mais graves, como gastrite, alterações nas funções hepáticas e renais", diz. Em gatos, as doses devem ser diferenciadas dos cães e, entre os sintomas, pode ocorrer anemia grave.

Contenção de gastos que podem se tornar inestimáveis
A automedicação acontece quando os proprietários tentam resolver o problema de seu animal de estimação para evitar gastos. Entretanto, eles esquecem que a saúde da família está ligada também à saúde do animal, devido às inúmeras doenças que são consideradas zoonoses e, neste caso, os custos que tentam evitar acabam se tornando inestimáveis.

Em outros casos, na hora do desespero, o tutor se torna refém de vendedores de produtos veterinários e de informações obtidas pela internet que, muitas vezes, não estão corretas e jamais substituirão uma consulta.
Outro perigo é só procurar ajuda quando o quadro de saúde do animal já é grave. É preciso ficar atento a alguns sintomas e prevenir-se.
Procure um veterinário de confiança quando o cão ou gato:
  • Estiver comendo menos do que o normal;
  • Estiver bebendo mais água do que o normal;
  • Estiver com mau-hálito (doenças periodontais podem matar, não é apenas pelo odor do hálito);
  • Perder peso sem estar de dieta ou ganhar peso sem motivo aparente;
  • Estiver mancando ou com rigidez em algum membro/tecido;
  • Estiver com dificuldade para pular e/ou subir em locais onde antes subia sem problemas;
  • Apresentar caroços, principalmente se estiverem crescendo rapidamente;
  • Ficar cansado ao sair para passear;
  • Estiver com tosse (pode ser até problema de coração);
  • Apresentar problemas para urinar/defecar;
  • Estiver com incontinência urinária;
  • Ficar desorientado, quieto demais, se arrastando nas paredes;
  • Com coceiras excessivas;
  • Balançar muito a cabeça e coçar os ouvidos (principalmente se gemer ao fazer isto);
  • Apresentar secreção nasal;
  • (no caso das fêmeas) Estiver com secreção vaginal;
  • Estiver com feridas, machucados, bicheiras ou bernes;
  • Apresentar vômitos ou diarreia constantes;
  • Estiver com sangue nas fezes;
  • Estiver com secreções purulentas nos olhos.


Fonte: Informativo SEDA de 11/01/13

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