sábado, 16 de março de 2013

Escola denunciada é fechada


A Vigilância Sanitária e a Prefeitura de Lagoa Santa, na região metropolitana de Belo Horizonte, interditaram, ontem, a escola de informática e cursos profissionalizantes acusada de maltratar dois cães durante aulas para a formação de auxiliares de veterinária. 
Na manhã de ontem, motivados pela denúncia publicada em O TEMPO, fiscais da administração municipal, acompanhados por uma representante do Conselho Regional de Medicina (CRMV-MG), fizeram inspeção no local e constataram que a escola Click Treinamentos não possuía alvará para o funcionamento do curso naquele espaço. Segundo os responsáveis pela vistoria, a instituição tinha permissão apenas para as aulas de informática. No entanto, cerca de 40 alunos participavam, há cinco meses, das atividades de treinamento para auxiliar de veterinária, que incluíam a aplicação de injeções e a retirada de sangue de dois cães, sendo um deles a cadelinha chamada "Sol". 
"Por estes serem procedimentos de risco, devido ao manuseio de materiais cortantes e passíveis de contaminação, a direção da escola deveria ter, pelo menos, uma autorização da Vigilância Sanitária. Nas salas não havia nenhum suporte para as aulas práticas nem equipamentos de segurança", explicou a fiscal de meio ambiente Júlia de Abreu. 
Questionados, os funcionários que estavam na escola, no momento da inspeção, não souberam justificar a falta da documentação, caindo em contradição ao responderem se a veterinária responsável já havia utilizado cães vivos como cobaias, durante as aulas práticas, em outras ocasiões. "Primeiro, um dos sócios confirmou que eles eram levados pela veterinária. Depois, ele mesmo negou", relatou o chefe de fiscalização do CRMV-MG, Messias Lobo.
Apesar das controvérsias, os fiscais constataram que a foto publicada pela reportagem, ontem, foi tirada de dentro de uma das salas. O advogado da empresa não foi encontrado para comentar a interdição. 

Enquanto os documentos não forem regularizados e as investigações sobre a prática de maus-tratos concluídas, os 40 alunos do curso terão as aulas, que ocorriam às quartas-feiras e sábados, suspensas. Segundo a própria instituição, cada estudante investiu cerca de R$ 400 para participar do curso e receber o certificado de auxiliar de veterinária. O documento, porém, não é reconhecido pelo Ministério da Educação ou pelo Conselho Federal de Medicina Veterinária, por ser considerado um curso livre. 
O CRMV-MG irá investigar a conduta adotada pela veterinária que supervisionava o curso. "Tendo ou não vínculo com a instituição, a profissional tem responsabilidade sobre esses animais", garantiu o fiscal 
Messias Lobo. Se for confirmada a denúncia, será instaurado um processo ético que pode resultar em advertência ou até na cassação do registro profissional. Além dos relatos de maus-tratos, a veterinária também é acusada de ensinar aos aprendizes procedimentos que não caberiam a auxiliares de veterinária, como a retirada de sangue dos animais.
O caso também será encaminhado ao Ministério Público de Minas Gerais.

Fonte: O Tempo

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