quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Dinamarca proíbe as carnes HALAL e KOSHER, pois "os direitos dos animais vem antes da religião"


A nova lei, que entrou em vigor no último dia 1, foi criticada por grupos religiosos. Mas o ministro da agricultura Dan Jørgensen disse que “os direitos dos animais vem antes da religião”.
As regulamentações europeias exigem que os animais sejam atordoados antes de serem abatidos, mas exceções podem ser feitas por motivos religiosos.
Alguns consumidores de carnes Halal e Kosher acreditam que é aceitável que o animal seja atordoado antes do abate, mas muitos outros insistem que o animal fique completamente consciente quando tem sua garganta cortada.
Condenando a mudança na lei dinamarquesa, o ministro de serviços religiosos de Israel Rabbi Eli Ben Dahan disse: “O anti-semitismo europeu está mostrando suas caras pela Europa, e está até mesmo se intensificando dentro das instituições governamentais”.
O jornal árabe Al Jazeera citou o grupo Danish Halal, que lançou uma petição contra a proibição, dizendo que isso era “uma clara interferência na liberdade religiosa limitando os direitos dos muçulmanos e judeus a praticarem suas religiões na Dinamarca”.
Os críticos também apontam que no mesmo país, a girafa Marius foi morta a tiros por um zoológico porque ele não atendia os requerimentos para seu programa de procriação.
No ano passado, políticos britânicos disseram que eles não iriam proibir o abate religioso de animais apesar da “forte pressão” da RSPCA e outras organizações.
A organização da indústria inglesa de carne bovina e ovelha (EBLEX) já pediu a criação de dois logos diferentes para as carnes Halal – um para carnes de animais que foram atordoados antes do abate e um para animais não atordoados – para serem introduzidos a fim de permitir que mais animais abatidos pelo Halal possam ficar inconscientes.
John Blackwell, presidente eleito da Associação Veterinária Britânica e veterinário praticante, apoiou a ideia, dizendo: “Eu acredito que as propostas falam sobre escolha – se as pessoas querem consumir Halal e eles não têm uma opinião forte sobre atordoamento, então eles têm a liberdade de escolher justamente isso”.
“Nossa posição permanece a de que todos os animais deveriam ser atordoados antes do abate, já que eles ficam insensíveis à dor na hora da morte”.
“Todas as evidências que eu já vi e interpretei sugerem que há uma preocupação sobre o bem-estar associada à percepção de dor durante o período entre a garganta ser cortada e a perda de sensibilidade do animal”.
Dra. Julia Wrathal, diretora do departamento de ciência de animais de fazenda da RSPCA, disse: “Nós queremos ver todos os animais ficarem inconscientes antes do abate”.
“Até lá nós estamos solicitando rótulos claros para que os compradores estejam armados com informações de forma que possam realizar uma escolha informada sobre se eles compram carne de animais que não foram atordoados antes do abate”.

Fonte: Olhar Animal

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