quinta-feira, 31 de março de 2016

Tribunal japonês condena aquário por impedir entrada de ativista para ver golfinho

Ativistas dos direitos dos animais proclamaram uma vitória significativa em sua batalha para acabar com a matança de golfinhos no Japão depois que um tribunal decidiu que um aquário em Taiji - onde centenas de golfinhos são mortos todos os anos - agiu ilegalmente quando recusou a entrada de uma ativista australiana.
O tribunal em Wakayama, oeste do Japão, concedeu na última sexta-feira 110.000 ienes (cerca de R$ 3500) para Sarah Lucas, diretora da organização Australia for Dolphins, que tinha tentado entrar no museu da baleia Taiji em 2014, mas foi impedida e lhe foi mostrado cartaz dizendo que "anti-baleeiros" não eram bem-vindos.
Lucas tinha a intenção de verificar o bem-estar de um filhote de golfinho-nariz-de-garrafa albino, que tinha sido mantido no museu desde que foi separado de seu grupo e capturado no início do ano. O museu teria supostamente pago US $ 500,0000 (cerca de R$ 1.800.000) pelo animal.
Lucas disse que o golfinho raro, chamado Angel, estava sendo mantido em um tanque minúsculo lotado e cheio de cloro, e estava sendo intimidado por outros golfinhos.
"A batalha legal para salvar Angel é muito maior do que uma missão de resgate para salvar um golfinho albino bebê", disse Lucas após o veredicto.
"Esta vitória prova que o museu da baleia Taiji, a instituição no centro do comércio de caça aos golfinhos, comportou-se de forma ilegal. Ela também mostra que a caça aos golfinhos de Taiji não está acima da lei, o que significa que o sistema legal japonês pode ser usado para terminar as caças cruéis aos golfinhos para sempre".
Tetsuo Kirihata, Chefe-adjunto do museu Taiji, disse que estava satisfeito com o veredicto, porque a reivindicação inicial por danos tinha sido de cerca de 3 milhões de ienes (por volta de R$ 95.000).
"Estamos satisfeitos que nosso caso tenha sido levado em conta pelo tribunal", disse à Associated Press. Kirihata disse o golfinho comia bem e estava se dando bem com outros golfinhos, com testes regulares de sangue mostrando que era saudável. O que alguns podem olhar como bullying era, na verdade, "parte da atividade regular na natureza", acrescentou.
O museu é de propriedade do governo da cidade de Taiji, o cenário do documentário vencedor do Oscar 2009, The Cove, que mostrou pescadores conduzindo grupos de golfinhos para águas rasas antes de matá-los com facas.
O uso do método de condução tem atraído muitas críticas, inclusive da embaixadora dos EUA no Japão, Caroline Kennedy.
A pressão internacional sobre Taiji para distanciar-se do comércio global de golfinhos intensificou no ano passado quando aquários no Japão votaram em acabar com a compra de espécimes vivos da cidade, para evitar a expulsão da organização líder mundial de zoológicos.
A mudança veio depois que o jornal Guardian revelou que a WAZA - World Association of Zoos and Aquariums ( Associação Mundial de Zoos e Aquários) tinha sido alvo de uma ação judicial em prol dos golfinhos lançada pela Austrália. O grupo acusou a WAZA de ser cúmplice das caças ao não tomar medidas decisivas contra aquários japoneses.
The museum in Taiji, however, saiu da Agência Japonesa da associação mundial em, com Pescadores locais votando pela continuidade das caças.
Durante a temporada mais recente, que acabou no mês passado, os Pescadores de Taiji mataram 652 golfinhos e levaram 111 para o cativeiro, de acordo com números fornecidos pelo grupo de conservação marinha Sea Shepherd.

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