sábado, 1 de outubro de 2016

Iniciativa de estudante de Física aumenta opções de alimentos veganos na Uerj

NOTA: É a isso que eu me refiro digo que temos que nos mexer e nos fazer sermos ouvidos. Sempre que vejo veganos reclamando que não encontram produtos nos mercados perto de sua casa, eu sempre sugiro que conversem com o gerente ou com o dono do estabelecimento. Muita gente acha que não adianta, que não vão dar atenção.... Muitas vezes não adianta mesmo, mas muitas outras vezes adianta!! Podemos fazer a diferença e propagar cada vez mais o veganismo. Lembrem: não é por mim, nem por você, é pelos animais!! 




Diante da falta de opções de comidas veganas na universidade, Gabriel Ramos, do 9º período do curso de Física e adepto do veganismo há quatro meses, sugeriu ao dono da Cantina do Gê (localizada no 3º e no 12º andar) que começasse a vender produtos desse tipo. O estudante fez toda a comunicação com fornecedores e participou da escolha do cardápio. O menu vegano conta com coxinhas de jaca e alho poró, quibe de tofu, bolinho de aipim com soja e pastel de forno de palmito – todos livres de proteína animal e derivados.
Os lanches custam R$4,80 e estão fazendo sucesso entre alunos e funcionários, vegetarianos e não vegetarianos.
Gabriel Diniz, um dos responsáveis pela lanchonete e quem aceitou a proposta do novo cardápio, conta que na primeira semana encomendou somente 60 unidades para fazer um teste e que tudo acabou em um dia. “Apesar de não ser adepto, sempre achei muito interessante. A procura é grande, me surpreendeu e, por isso, agora estamos estocando. Queremos montar uma linha vegana. Semana que vem chegam também os alimentos doces”, informa.
Segundo a The Vegan Society (Inglaterra), a mais antiga entidade vegana do mundo, o veganismo é um estilo de vida que busca excluir, na medida do possível e do praticável, todas as formas de exploração e de crueldade contra animais – seja para alimentação, vestuário ou outra finalidade. Os adeptos têm em comum “uma dieta baseada em vegetais, livre de todos os alimentos de origem animal, como carne, laticínios, ovos e mel, bem como produtos como o couro e qualquer produto testado em animais”.
O estudante de Física conta que, há dois anos, teve vontade de virar vegetariano, mas até então não estabelecera uma meta; apenas optava por outros pratos para substituir a carne, ainda sem grande esforço, pois não tinha chegado ao nível de consciência necessário para tal atitude. Foi quando assistiu a um vídeo na internet intitulado Da fazenda ao frigorífico que tomou a decisão: “Na mesma semana já parei com tudo. Nem ovos, nem queijo, porque tudo isso faz parte do mercado, não só a carne. A produção dos derivados é tão cruel quanto.”
– Isso também depende muito da consciência, não é só saúde. Porque saúde a gente vai sempre adiando, mas, quando se trata da consciência de que a gente está fazendo mal a outros seres que nada fizeram a nós, a gente para pra pensar mais a fundo – ressalta Gabriel.
Os alunos vegetarianos e veganos da Uerj sofrem com a falta de um cardápio adequado a sua dieta no restaurante universitário. Por conta disso, criaram nas redes sociais o grupo Veganos Uerj – por um bandejão inclusivo, que possui 250 membros. Lá, eles compartilham descobertas de novos alimentos e estabelecimentos, iniciativas, questionamentos e eventos coletivos (como piqueniques).
Brenda Ferreira, ex-aluna de Administração, relata que raramente tem esse tipo de comida no bandejão. Por isso, muitas vezes leva comida de casa ou procura alternativas como tapiocas e hambúrgueres especiais nas redondezas da instituição.
Gabriel também evidencia as dificuldades para almoçar ou jantar no restaurante da Uerj: “A opção vegetariana e vegana no bandejão parece que é só uma vez na semana, então, nos outros dias a gente fica comendo arroz, feijão e salada. Às vezes, na guarnição vem um legume – um chuchu, uma cenoura. Mas, às vezes, vem batata, que, geralmente, é feita com margarina comum, e aí a gente acaba não consumindo. Eu já reclamei com a nutricionista, sempre se pode fazer uma coisa mais inclusiva, abranger também o vegano, mesmo que seja um simples creme, para que a gente tenha uma refeição completa e saborosa como qualquer outra pessoa.”
Com exceção das cantinas do 3º e do 12º andar, nenhuma outra possui lanches veganos. Apesar disso, todas as lanchonetes têm pelo menos uma opção de salgado vegetariano. Os mais encontrados são pão de queijo, esfirras de queijo e espinafre, pasteis de ricota com tomate seco e de banana com canela, e croissants de minas com cebolinha. Esses alimentos são bastante procurados, porém, custam um pouco mais caro que os demais – fator negativo apontado pelos próprios comerciantes. Ainda assim, eles vêm buscando se adequar para atender à crescente demanda do grupo, embora lidem com a falta de fornecedores que produzam alimentos especificamente veganos.
Os restaurantes self-service espalhados pela Uerj apresentam os mesmos problemas do bandejão. Possuem legumes, saladas e grãos, mas a maioria não tem opção de proteína vegetal.
– Não trabalhamos com isso. Até existem pessoas que pedem, mas meu cardápio não comporta. Eu gostaria, acho muito legal e interessante, mas não tenho espaço no balcão. Talvez um dia eu até monte um restaurante vegano, tenho vontade. Mas, aqui na Uerj, não acho que seja prioridade. Temos saladas bem variadas. Esses alimentos são mais caros, eu teria que aumentar o valor da comida e isso poderia atrapalhar as vendas – explica a responsável pela cozinha do Crisfam, que oferece comida a quilo no 5º andar.

Fonte: UERJ Chama

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